A peça fala com humor tóxico, sobre a solidão, o vazio do sexo e a importância de ser magro. Narra as desventuras de um desajustado grupo de nova iorquinos que vagam perdidos, patéticos e solitários em diferentes áreas culturais da cidade e são venenosamente engraçados e obcecados com a imagem. O texto é verborragicamente composto por personagens que não prestam atenção nas coisas ao seu redor e muito menos nos outros, apenas no som da sua própria voz. Suas figuras são quase estereótipos de parte de nossa sociedade que valoriza cada vez mais a beleza.
Ficha técnica:
Direção: Matheus Melchionna
Elenco: Ander Belotto, Danuta Zaghetto, Luiz Manoel, Morga Baldissera e Anderson Moreira Sales.
Texto: Nicky Silver
Tradução: Manoela Wolff
Iluminação: Lucca Simas e Kevin Brezolin
Cenário e objetos cênicos: O grupo
Figurinos: Di Nardi
Cabelos e maquiagem: Camila Falcão
Vídeos: Natália Soldera
Trilha sonora pesquisada: Manu Goulart
Fotos: Jéssica Barbosa
“Gostei tanto da peça porque eles falam sobre o gordo, porque ninguém
deu bola pra ele, só porque ele era gordo. Quando ele era pequeno ele era
magro. Eu gostei muito do teatro.”
Leonardo – 14 anos
“Eu achei muito bom, com um ótimo elenco. Falava sobre relacionamentos
que não estavam dando certo. Mas no final, o personagem que tinha o maior dos
problemas, foi quem morreu, ele era muito rejeitado pela sua mãe. Que ironia, a
mãe que ajudava as pessoas, não conseguiu ajudar o próprio filho.”
Júlio – 17 anos
“Eu achei “A Cadeia Alimentar” muito boa, os atores eram muito bons,
mas gostei mais do Otto, acho que o papel dele se destacou um pouco mais. Achei
a peça muito interessante, acho que a peça fez as pessoas refletirem. Ao invés
de pensarem apenas em si mesmas, pensarem também nos outros.”
Leandro – 15 anos
“Achei super bacana a peça, pois ela retratava um assunto que mesmo
sendo comum ainda existe muito tabu. A linguagem também chamou muito a minha
atenção, pois não foi uma linguagem formal, e sim, uma linguagem que usamos
muito no nosso dia a dia. Apesar de ter personagens gays, o foco não era a
homossexualidade, diferentes de outras peças, que quando aparece um personagem
gay, é super destacado isso.”
Clarice – 15 anos
“Da peça eu gostei da parte que um dos personagens só comia, gostei da
parte que eles falavam de beleza, que tem a ver com preconceito. Também gostei
da peça porque era muito engraçada e criativa.”
Erivelton – 15 anos
“Eu achei boa a peça porque ela me fez mudar de opinião sobre a
minha gordura, e achei a peça muito engraçada.”
Patrick – 15 anos
“Eu achei essa peça muito legal, interessante, porque foi bem legal o
papel dos casais, eu conheço casais homossexuais, e tenho amigos também, então
pra mim não é novidade, mas foi interessante ver isso numa peça de teatro.
Achei bastante engraçado. Gostei bastante do papel da mulher alta e também da
mais baixinha, ela era muito engraçada. Gostei dos outros também, mas eu acho
que o Ford devia aparecer em mais cenas. Eu gostei bastante, mas na minha
opinião, eu não acho que é assim que tem que ser, todo mundo magro e bonito.
Porque as vezes aquela pessoa feia e gorda é a que te faz feliz, quem te
valoriza né, é isso que eu acho.”
Mariana – 15 anos
“Eu gostei porque fala muito sobre sexo. Eu não gostei porque tratavam
muito mal o Otto. Eu também gostei quando ela ligou para a secretária e ela
falou que queria se matar porque o namorado dela fugiu. Achei tudo muito
engraçado.”
Breno – 14 anos
“Gostei tanto da peça quanto do tema. A peça fala sobre o padrão
imposto pela sociedade, um padrão do qual eu não acho certo. Para mim, o certo
é cada um ser como é, fazer o que gosta independente do que os outros vão falar
ou pensar. O certo é se sentir bem, sem um padrão de como deve ser ou que tem
que fazer. Muitas pessoas se sentem mal por não estarem dentro dos padrões de
sociedade, acabam até entrando em depressão por acharem que o modo que são, é
feio e errado. Errado é as pessoas pensarem de tal maneira e darem importância
para a critica alheia. Segundo a sociedade nunca estamos no padrão perfeito. A
mídia fica mostrando na TV inúmeros produtos e maneiras de chegar no tal
padrão, para poder lucrar com seus produtos e cada vez vender mais. Achei os
Atores muito bons. Demostraram claramente a moral da peça, e também a
realidade.”
Henrique – 16 anos
“Bom, eu adorei muito a peça, pois fala muito sobre o preconceito. Me
chamou muito atenção quando um dos atores disse que para ser bonito, tem que
ser alto, magro e principalmente tem que ser rico. Eu achei desnecessário a
morte do ator que fazia o papel do gordinho, pois não é o fim do mundo ser
gordo. Eu adorei muito a peça, foi muito engraçada, os atores são muito bons e
bonitos. Parabéns pela peça. Gostaria muito de rever vocês novamente. “
Sharon – 17 anos
“Eu achei bem legal a peça, é interessante porque o Otto se matou
porque ele não tinha amor, a pessoa que ele mais amava trocou ele por outra
pessoa. E o cara que ele amava falou que ele tinha que ser magro, alto e
famoso, então o Otto se matou, porque ele não era nada disso, ele não tinha o
amor de ninguém, ele era muito sozinho, pra ele não faria diferença se quem ele
amava era feio ou gordo, ele só queria ser amado. Ele preferiu morrer.”
Simone – 16 anos
Facilitadora Cultural: Renata Zonatto




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